Bio

Antes de ser Toninho Borbo, Wilton Felipe de Oliveira foi uma criança que nasceu no centro de Campina Grande-PB em 1978. Filho de Rosélia Guedes de Oliveira e Wilson Felipe de Oliveira, ele viveu num dos recantos mais artísticos da cidade, a rua da Pororoca, com o ex-Beco da Boa Boca, que virou um aglomerado de bares culturais na década de 1990. Na família, tios e tias que eram "artistas do lar", gostavam de se reunir nos finais de semana pra tocar violão e cantar celebrando o almoço em família.

Apenas aos 14 anos (1992), ele pega num violão pela primeira vez, que seu pai toma emprestado de um desses tios boêmios. A partir daí, dois amigos os convidam pra assistir aulas de iniciação em harmonia musical, todas as terças, durante oito meses. Assim, Toninho iniciou sua trajetória como músico, aprendendo a tocar bossa nova através das revistinhas de cifra, além dos estudos de harmonia em paralelo.

A começar por João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Morais, ele teve suas primeiras grandes referências em formação artística. Aí vieram Caetano Veloso, Chico Buarque, Jackson do Pandeiro com Rosil Cavalcante, Led Zeppelin, Geraldo Azevedo, Deep Purple, Gilberto Gil, Dire Straits, Luiz Gonzaga, Elba e Zé Ramalho, Chico Cesar e tantos outros compositores que o inspiraram, cada um com seu jeito peculiar.

Estudou no Colégio Estadual da Prata (1997), que tinha um auditório de mais de 300 lugares. Lá, ele vivia tocando violão sonhando em um dia pisar naquele palco. Não rolou lá, mas sim no Festimusi, aberto ao público, numa igreja da cidade. Durante esses primeiros anos de estrada, o jovem ávido por experiência se apresentou em bares, além de cumprir o circuito universitário, onde aconteciam as Calouradas do curso de Comunicação Social, tradicional pela apresentação de trabalhos autorais.

No dia 19 de abril de 2000 ingressa no curso de Ciências Sociais (UFCG). A partir da vivência acadêmica, várias ideias de produção cultural surgem. Junto com alguns colegas e professores, produzem o evento O Cão Danado da Arte. Depois, usando o Hall das Placas da UFCG, Toninho produziu vários eventos culturais, que junto aos movimentos da Casa 1026, serviram como laboratório para sua experiência artística.

Participa do 26° Festival de Inverno de Campina Grande (2001) realizando o show Razão Profana para o lançamento do primeiro CD. Em 2003, surgia na cena local Toninho Borbo & Quebra - Quilos, com o CD Do Beco ao Eco, numa co-parceria entre amigos e patrocinadores. No ano seguinte, Toninho realiza o Som na Serra, patrocinado pelo FIC Augusto dos Anjos, que reuniu em dois dias, dez trabalhos novos da cena independente do nordeste.

Em 2005 lança um EP homônimo com cincos músicas. A terceira faixa vence uma promoção de uma habilitadora de celular e a música Não Merece vira hit polifônico. A partir daí mais shows pelo sudeste aumentam a bagagem de Toninho. Dois anos depois, veio o Para Fins de Mercado (2007), lançado pelo Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (Fumic). É selecionado para o Circuito Cultura Musical dos Centros Culturais Banco do Nordeste (CCBNB) em junho de 2008. Neste mesmo ano é convidado para se apresentar na 7° Feira de Música de Fortaleza.

Selo - Toninnho Borbo assina contrato com a gravadora carioca PIMBA em 2010, do também compositor Ronaldo Bastos, parceiro do Milton Nascimento. Ano seguinte, Toninho estreia um tipo de show que mescla a música popular brasileira com ritmos africanos, como o afrobit. No primeiro semestre de 2011, o músico faz o Estação Nordeste (João Pessoa), CCBNBs do Ceará e participa do 36º Festival de Inverno de Campina Grande, entre outros.